Um guarda estava desviando todo o trânsito para uma ruazinha estreita, porque um encanamento havia rompido na avenida principal. Dirigindo lentamente pela rua desconhecida, ela passou em frente a uma igreja. Um cartaz, escrito à mão, dizia: "sem Deus não há paz. Conheça Deus, conheça a paz. Todos são bem-vindos". O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado desagradável da vida alheia. A criatura vacilante e frágil esperará que suas forças sejam quebradiças. O discutidor aguardará seu comparecimento às disputas, a propósito de tudo e de todos. O ingrato não se alegrará em vê-lo reconhecido aos outros. O personalista não se refozijará, identificando-lhe o respeito aos adversários. O revoltado tentará afivelar a mascara da rebeldia em seu rosto. O imcompreensível procurará mergulhar sua mente no fundo das pertubações. O neurastênico pedir-lhe-á não sorrir. O insensato reclamará sua adesão à loucura. O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os semelhantes a si mesmo. Lembre-se, contudo, de que você é você, com tarefa original e responsabilidades diferentes e , se pretende a felicidade real, não deve esquecer a consulta aos padrões do bem, com o Cristo, em todas as horas de sua vida.O teu gesto tem um poder tal de influenciar que desconheces. O teu gesto de ternura altera o curso de uma vida. Um simples gesto de amor, naquele exato momento, é capaz de nivelar-te a Deus... Não raro, o que falta para que as pessoas sejam plenamente felizes é a presença de um gesto. A benção de um aceno pode arrancar uma alma ao abismo. É indispensável que tomes a iniciativa de erguer a mão... Não permaneças na expectativa de quem o faça. Movimentando-te no bem, movimentarás as forças do bem em teu benefício.

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04 Jun 2009 
À noite, quando ponho os dois meninos para dormir, um com 6 e o outro com 3 anos de idade, nós seguramos nossas mãos e fazemos uma prece. Apenas o de 6 anos e eu oramos. O de 3 anos, Josees, normalmente permanece quieto.

Hoje à noite, eu pedi a Josees para dizer simplesmente "obrigado Jesus". Eu imaginei que deveria tentar que ele dissesse algo na prece. Em seu jeito ainda truncado de falar ele o disse, da melhor forma que poderia.

E então, terminamos nossa prece. Normalmente, depois da prece, nós nos abraçamos e trocamos beijos de boa noite. Josees sempre deixa um ponto frio e molhado em minha testa, mas é um ponto que alivia e afasta todas as preocupações do dia.

Desta vez, quando terminamos, Josees disse, ao seu jeito:
- Papai, eu quero falar minha prece de novo.
- Tudo bem. Eu concordei meio ressabiado.

Josees, com seu discurso truncado, Fez uma das preces mais tocantes que eu já ouvi. Agradeceu à Deus por sua família, individualmente, citando cada nome, por sua bicicleta (na verdade um velocípede), por sua cama, por nossa casa, e por mais um monte de outras coisas. Foi um bonito momento.

Meus filhos me ensinaram que uma prece é muito mais do que algumas palavras decoradas. Elmer, o de 6 anos, agradeceu à Deus por seu travesseiro, suas roupas, sua cama, seus sapatos, e muitas outras coisas que eu jamais pensei.

Seria um adiantado estágio do materialismo?
Não. É o estágio de ser grato pelo que se tem.
Sim, as crianças ensinam-nos muito. Eu nunca ouvi o Elmer pedir qualquer coisa na oração. Somente agradece pelo que lhe foi dado. Ele tem suas vontades e desejos, acredite-me, mas na prece, somente agradecimentos.

Após escutar as sinceras preces de uma criança, eu pensei em como eu nunca agradeci à Deus por tudo que tenho. Principalmente as "mais simples".

Antes de me deitar, eu tive que me ajoelhar e pedir, do fundo de meu coração:
- Pai, posso falar minha prece de novo?

Admin · 44 vistos · 0 comentários
04 Jun 2009 
 

A vida toda é feita de momentos...

Alguns, para lamentos...

Outros, para felicidade,

que sempre deixam saudade

quando se vão.

Há que viver com intensidade,

os que alegram o coração...

Os tristes momentos,

que causaram padecimentos,

esquecidos devem ser...

Para que lembrá-los...

Para que vivenciá-los?

Os momentos de alegria,

que nos deixaram felizes um dia...

devem ocupar nossa memória...

O resto, é só história... ou estória...

Momentos... doces momentos...

Momentos... tristes momentos...

quais a serem lembrados?

quais a serem olvidados?


Marcial Salaverry

 


Admin · 44 vistos · 0 comentários
04 Jun 2009 

O poético, amoroso e sábio Francisco de Assis ficou conhecido como o "irmão da natureza" porque a tudo, fossem conceitos concretos ou abstratos, chamava de irmão ou irmã. Era "irmão sol", "irmão fogo", "irmã lua", "irmã água", assim como era "irmã pobreza", "irmã caridade" e assim por diante. Longe de ser força de expressão, o que estava por trás desse falar de Francisco era uma profunda compreensão da Criação. Como tudo emanou de Deus, cada processo natural, coisa ou ser vivente é filho ou filha da "Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas". Assim, somos todos irmãos ou irmãs.

Vem-nos à mente, ao iniciarmos este estudo sobre os minerais à luz do Espiritismo, o frenesi com que tantas pessoas em todo mundo se dedicam a estudar e a louvar as alegadas propriedades curativas dos cristais e a fé com que nós, espíritas, tomamos um copinho de água fluidificada. Haverá fundamento para tais crenças? Existirá alguma relação entre um copinho de água e um cristal em um processo de cura? Acreditamos que, antes de nos estendermos em ponderações sobre tais questionamentos, é mister que saibamos do que estamos falando.

O que é essa matéria inerte e inorgânica que se encontra em toda parte? O que são essas rochas majestosas que enfeitam o horizonte? O que é essa pulverizada areia que nos fornece o lazer gratuito da praia? O que são esses nomes estranhos associados à nossa saúde, uns que nos deixam doentes quando fazem falta em nosso corpo e outros que o fazem justo por nele se encontrarem presentes? O que significa, afinal, toda essa pluralidade que fornece os diminutos tijolos com os quais a natureza ergue o magnífico edifício da vida? Cremos ser conveniente falarmos um pouco de nossos esquecidos irmãos do reino mineral, que tanto nos auxiliam e dos quais dependemos tanto e que, a despeito disso, costumam ser ignorados em nossas conversas sobre a evolução.

* * *

Antes de continuarmos, é importante esclarecermos uma confusão que é comum ocorrer quando falamos do reino mineral, qual seja, achar que o mesmo é constituído de rochas ou pedras. Não, o reino mineral é constituído, como o nome diz, de minerais. Pedras e rochas nada mais são que o resultado dos milhões de diferentes maneiras com que dois ou mais minerais podem se combinar de acordo com as condições a que foram submetidos ao longo dos séculos. Logo, quando quebramos uma pedra ou explodimos uma rocha não estamos quebrando um mineral, nada se passando, portanto, com o princípio inteligente que porventura possa existir associado ao mesmo. "O que?", poderá a essa altura nos perguntar, surpreso, de sobressalto, o amável leitor, "Que história é essa de princípio inteligente associado a um mineral?" A perspectiva de tal pergunta nos convida a aprofundarmos um pouco mais o entendimento do que são esses integrantes do reino mineral.

Os minerais encontrados na natureza terrestre são, normalmente, sólidos, duros e compactos, exibindo formas precisas, a que chamamos de cristais. Alguns sólidos e líquidos amorfos encontrados na natureza são, também, aceitos como minerais, por atenderem aos critérios físico-químicos pertinentes. Um caso particular destes últimos são os elementos ou substâncias que se encontram no estado líquido na natureza enquanto que somente exibem a forma cristalina no estado sólido. Um caso conhecido é o hidróxido de oxigênio. Em seu estado sólido, essa substância é um mineral cristalino encontrável nas nuvens, em geadas ou nos majestosos icebergs e à qual nosso vernáculo dá o nome de gelo. No entanto, ela se acha muito mais facilmente na natureza em sua forma líquida e amorfa, quando é conhecida como água.

O cristal é um elemento de geometria constante e regular, geometria esta que é mantida, não importa quanto se quebre o mineral, nem mesmo se o reduzirmos a pó. Isto se dá por uma razão ao mesmo tempo simples e intrigante, qual seja, o fato de a estrutura exibida externamente pelo cristal, não importa o seu tamanho, ser exatamente a mesma com que se organizam os átomos dos elementos químicos que o compõem. Cada mineral possui propriedades físico-químicas bem definidas e únicas que o caracterizam. A composição química e a estrutura cristalina são as características que, juntas, definem um mineral específico. A grafite e o diamante, por exemplo, possuem propriedades físico-químicas distintas, a despeito de terem ambos a mesma composição química, qual seja, a de átomos de carbono. Isso se dá porque as respectivas estruturas cristalinas diferem, seguindo o carbono o sistema cristalino cúbico e o diamante, o hexagonal, fruto das condições diferentes sob as quais se formaram um e outro.

Agora que já falamos de minerais, voltemos à nossa questão mais acima, sobre "princípio inteligente". Examinando a Codificação, constatamos que a Questão 540 de O Livro dos Espíritos nos dá uma pista para a respondermos, quando os Espíritos afirmam: "... É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo". Já quando lemos Léon Denis, em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, vemos que ele usa uma forma poética para passar a mesma idéia: "..O espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem". Sem maiores raciocínios, com base apenas nas duas citações acima, podemos aceitar que algo existe no mineral além do puramente físico.

O fato de seguirem os minerais um sistema tão ordenado em sua formação sugere a existência de uma inteligência que os organiza. Parece, ainda, sugerir que a matriz inteligente que define um mineral reside além de cada pedaço, além do bloco do qual se tenha cortado o pedaço, além mesmo do mineral enquanto espécie presente no planeta. Quando os diversos equipamentos de prospecção geológica a bordo da sonda Cassini-Huygens escrutinaram o planeta Saturno e sua lua Titã, eles procuraram lá sinais claros da existência dos mesmos minerais que existem aqui na Terra. Sabendo os cientistas, apesar de usando outro argumento e outros conceitos, que temos uma matriz inteligente única para todas as ocorrências de cada elemento mineral em nosso planeta, eles partem da premissa de que tal matriz seja única em todo o Universo ou, pelo menos, em nosso Sistema Solar.

Se tomarmos o conceito de alma-grupo-da-espécie, proposto por Jorge Andréa em Impulsos Criativos da Evolução para as espécies animais, e o estendermos para o reino mineral, a única diferença que saltará aos nossos olhos é que existe uma diversidade muitíssimo maior de espécies animais do que minerais. O que vemos, portanto, é que o processo que desencadeou a formação de vórtices com características próprias no interior das almas-grupo das diversas espécies animais com vistas à formação sucessiva de sub-espécies, raças e, finalmente, indivíduos, ainda não foi disparado no reino mineral. Entendendo dessa forma, a figura poética de Léon Denis fica clara quando ele informa que o "Espírito dorme no mineral" (o destaque é nosso).

Diz-nos Emmanuel, na resposta à Questão 79 de O Consolador, que "o mineral é atração", idéia que Jorge Andréa desenvolve extensamente no Capítulo I da obra citada mais acima. Por falta de espaço em um artigo como este, sugerimos ao leitor que não deixe de ler obras tão importantes para, entre outros ensinamentos, receber aqueles que se referem ao reino mineral, objeto de nossa conversa.

Do que pudemos aprender com os citados autores, parece lícito deduzir que o princípio inteligente se exercita no reino mineral experimentando exatamente as características que estudamos, quais sejam, a combinação química dos elementos básicos, a estrutura cristalina em que essa combinação é arranjada e as transformações que a natureza e o homem exercem sobre esse resultado. Estaria, dessa forma, se preparando para continuar sua jornada, não no reino vegetal terrestre, mas no próprio reino mineral, porém, em mundos mais e mais evoluídos, onde a diversidade de opções se lhe iria abrindo de forma crescente, dando ensejo às inúmeras gradações de sutileza que nossa Doutrina nos informa existir. Concluir que os minerais não evoluem pela observação daqueles existentes em nosso planeta é ignorar a constituição dos mundos nas diferentes etapas evolutivas. Concluir que eles não possuem vida, sendo incapazes, portanto, de evoluir por si mesmos, é razoável, sensato e em consonância com os ensinamentos doutrinários. No entanto, o fato de eles não possuírem vida não significa que não evoluam pois, se tal não ocorresse, não haveria como existirem minerais mais sutis nos mundos mais evoluídos.

Acreditando que já temos uma melhor idéia do que sejam os minerais, pensemos, um pouco, nas alegadas propriedades curativas dos cristais de que falamos no início deste estudo. Sabemos que todo objeto de uso pessoal fica impregnado, em maior ou menor grau, das energias emanadas de seu dono, conforme seja maior ou menor o apego do possuidor pelo objeto possuído. Tal realidade é estudada pela psicometria. Não é disso, no entanto, que estamos falando e, sim, da impregnação consciente e bem intencionada de vibrações puras e amorosas.

À luz dos ensinamentos espíritas, sabemos que bons Espíritos podem utilizar médiuns com boa capacidade de magnetização para transferir fluidos curadores para a água ou para quaisquer substâncias ou objetos adequados para tal. Tal certeza é o que justifica o uso generalizado nas casas espíritas daquilo que chamamos de água fluidificada. Do mesmo modo, devemos entender que um cristal que tenha sido impregnado por um Espírito, encarnado ou não, com os seus melhores sentimentos, pode, sim, ter efeitos benéficos sobre quem o possui. Não, porém, por seguir ele este ou aquele sistema de arranjo espacial em sua estrutura cristalina, nem por possuir tal ou qual composição química. Tirando os cristais de minerais radioativos, cancerígenos e venenosos, todos os demais poderão ser benéficos a nós, pelo menos, tão benéficos quanto puro for o amor de quem os houver impregnado de boas vibrações e grande forem a fé e o merecimento de quem os utilizar. A composição química e a estrutura cristalina do mineral irão, sim, determinar, a maior ou menor facilidade com que os fluidos curativos serão a ele transmitidos e a duração com que os mesmos ficarão presentes no cristal, do mesmo modo que faz com a energia luminosa que sobre ele incide.

Para finalizar, queremos deixar claro que não estamos sugerindo, nem apoiando, o uso de cristais em casas espíritas. Pelo contrário, o julgamos contra-indicado. Segundo o entendimento que nos propicia o estudo da Doutrina, não há nada, absolutamente nada, que possa ser obtido de um cristal, que não possa ser igualmente obtido de um copinho de água fluidificada, de um passe transmitido com amor e recebido com compenetração ou com o simples e dedicado trabalho no bem, em qualquer hora e lugar. Por que tornar dispendioso para a instituição um tratamento se o mesmo ou melhor efeito pode ser obtido com simplicidade e quase sem custo?

    Bibliografia

    ANDRÉA DOS SANTOS, Jorge. Impulsos Criativos da Evolução. 3. ed. Rio de Janeiro: Societo Lorenz, 1995.
    KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
    DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997.
    PERONI, Rodrigo. Mineralogia - Estudo dos Minerais. Apostilha de Geologia da Engenharia I do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Obtido, em 09/07/2004 de <HTTP: www.lapes.ufrgs.br>
    XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
    Artigo originalmente publicado na Tribuna Espírita - Setembro/Outubro de 2005 - João Pessoa, PB


    Fonte: http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm
    Renato Costa


Admin · 46 vistos · 0 comentários
04 Jun 2009 

Se quiseres ser impenitente cultor da rotina e mediocridade, guia-te pelas normas seguintes:


Antes de pensar, informa-te sempre o que deve ser pensado, a fim de não introduzir no mundo o contra bando de idéias novas.



Não penses nunca com o próprio cérebro, mas sempre com a cabeça dos outros.



Dize sempre sim quando os outros dizem sim e não quando os outros dizem não.



Lê cada manhã, ao café, o teu jornal, para saberes o que deve ser pensado naquelas 24 horas.



Quando vier alguém com idéias novas, evita-o como um perigo social e tem-no em conta de herege e demolidor.



Não te exponhas ao perigo de fazer o que o vizinho não faz, mas lembra-te da comprovada sapiência burguesa: O seguro morreu de velho.



Sê amigo dedicado da tua tépida poltrona, e não te exponhas a vertigens de vastos horizontes.



Prefere sempre as paredes maciças dum cárcere e as grades duma gaiola às incertezas dum vôo estratosférico.



Não abras nunca portas fechadas, abre tão somente portas abertas.



Não explores caminhos novos, como os bandeirantes, anda sempre por estradas batidas e sobre trilhos previamente alinhados.



Vai sempre com o grosso do rebanho, como os bons carneiros, e não procures caminho à margem da rotina geral.



Em suma, meu insigne cultor da mediocridade: Deixa tudo como está para ver como fica.



Destarte, conservarás a saúde e a tranqüilidade dos nervos e poderás tomar, cada dia, com sossego, teu chope ou coquetel, e passar por homem de bem.



* * *



Se, porém, resolveres, um dia, sair da rotina tradicional e expor-te ao perigo mortífero dum ideal superior, então lê com atenção o que te diz um homem que conhece a vida:



Vai às margens do Ganges e pede ao mais robusto dos elefantes que te ceda a sua pele paquidérmica, para com ela revestires a tua alma.



Vai as praias do Nilo e arranca ao mais velho dos crocodilos a sua impenetrável couraça e faze dela o invólucro do teu coração.



Senta-te aos pés de mestre Zenon, rei dos Estóicos, e pede que te ensine à filosofia de ser pedra in bloco de gelo, cadáver ambulante, indiferença absoluta.



E, depois de assim encouraçares a tua alma, sai por este mundo afora e dize aos homens da honesta mediocridade que vives por um ideal que não está no estômago, nem nos nervos nem no sangue, e verás que eles te declararão guerra de morte.



Pois, deves saber, meu amigo, que o mundo não sacrifica um só ídolo por um ideal.



Desde que o mais arrojado idealista da história foi crucificado, morto e sepultado, são todos os idealistas crucificados pelos culto da mediocridade.



Nada de grande acontece no mundo sem que o mundo se revolte.



Tudo que é belo e grande, acaba fatalmente entre os braços da cruz.



É esta a gloriosa tragédia dos homens superiores".



- Huberto Rohden -



Admin · 43 vistos · 0 comentários
04 Jun 2009 
 

Olhe bem para o céu que te rodeia, note a imensidão do Universo e como somos pequenos. Tão pequenos que vistos do alto, somos menores que as formigas e lá do espaço, nem somos vistos. Somos realmente um pequeno grão de areia na imensidão dos Mundos.

 

Note que um pequeno asteróide, uma pedra maior que um punho pode fazer um grande estrago na Terra, e todos os dias somos bombardeados por dezenas de milhares de asteróides e por ano, ocorrem a queda de apenas 20 asteróides no planeta, todos na faixa de 10 metros de circunferência. O impacto de um meteorito desse tamanho arrasaria uma cidade do tamanho de Curitiba. Eles, no entanto, esfacelam-se antes de atingir a superfície, por conta do atrito com a atmosfera.

 

Deus se preocupa tanto com nós, que cria um revestimento, uma capa protetora ao redor do planeta, permitindo assim que você viva e nem saiba que nesse exato momento asteróides estão sendo rechaçados pela nossa órbita ou pela própria atmosfera, mesmo com a insistência do homem em poluir, desmatar, alterar cursos de rios, brincar com bombas atômicas, e outras besteiras que somente o ser humano que ainda vive em quase que primitivismo intelectual pode fazer com sua própria casa.

 

Deus também nos reveste com uma capa especial, e milhares de problemas, dores e aflições, tragédias e doenças, são rechaçadas de nossa vida sem que você sequer tome conhecimento. Muitos assaltos são evitados, acidentes de carro, mesmo quando você insiste em beber antes de dirigir ou falar ao celular enquanto dirige. Quantas doenças estão sendo evitadas na sua vida, mesmo que você insista com o maldito cigarro, com as drogas, bebidas alcoólicas terríveis, noites mal dormidas, remédios que alucinam, sexo desregrado e outras loucuras que você bem sabe que fazemos. Ainda assim, Deus nos reveste de amor, colocando-nos em segurança em meio a tantos "meteoros" na nossa vida.

 

Mas, assim como a imprensa só divulga os meteoritos que ultrapassam a barreira e caem na Terra fazendo barulho, nós também damos maior valor para os problemas que ultrapassam essa capa protetora, que na maioria das vezes nós mesmos causamos, graças a nossa insensatez, e nesses momentos, nos revoltamos contra Deus, achamos que estamos abandonados, sozinhos, e nos damos o direito de até acreditar que Deus não existe, ou que existe só para alguns eleitos.

 

Para piorar, quanto mais nos afastamos Dele, mais vulneráveis ficamos. Antes de comentar a sua dor, antes de fazer seus pedidos, lembre-se de quantos perigos você já passou e conseguiu escapar até hoje acreditando que foi sorte ou "graças às suas habilidades" e AGRADEÇA tudo o que puder, até aquela topada que quase arrebentou seu dedão pela manhã, pois eu já vi casos de amputação de perna por conta de uma ferida pequena que foi mal tratada.

 

Use a sua inteligência, aproxime-se mais ainda de Deus e se fortaleça, assim os meteoros vão se esfacelar e chegar em pequenos pedaços na sua vida, pelo revestimento que Ele vai te dar.
Muita paz nesse seu dia.

 

Paulo Roberto Gaefke

 


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